Resiliência é um prato que eu comi cru

Resiliência é um prato que eu comi cru

Eu gosto muito do tema resiliência. O desafio de encarar um problema, aquele, onde muitas vezes a única saída é enfrentá-lo, independentemente do seu tamanho, é algo que acredito ser extremamente fascinante.

As melhores histórias que conheci, seja nos velhos livros de ficção, nas tantas biografias que percorri ou até mesmo nas outras muitas que tive a oportunidade de vivenciar, estão repletas desses momentos de superação.

Resiliência é um prato que eu comi cru

Eu sempre achei que resiliência fosse como qualquer outra habilidade essencial para o sucesso, como o foco, o medo e a criatividade, onde aprendemos, aperfeiçoamos, e a tornamos parte do processo.

Até é. A grande diferença, está no processo para aprendê-la, ou melhor, conquistá-la.

Nascido e criado em um ambiente empreendedor, eu comecei a trabalhar muito cedo, e a arte da autoajuda sempre foi a minha praia também. Vivi rodeado de conteúdos e acompanho até hoje as obras de grandes referências no assunto.

Contudo, minha jovem experiência de vida e a rasa bagagem profissional, me levaram apenas à mais profunda teoria, e me fizeram descobrir que resiliência, diferente de qualquer outra habilidade, é um verdadeiro prato que eu comi cru.

Imagine que você é um ciclista em uma estrada recheada de buracos. Uns grandes e outros pequenos. Não importa a sua habilidade na direção, cair neles é algo quase natural – considerando a dor do tombo e os muitos arranhões que vêm com ele.

Resiliência, é a capacidade de sair deles e continuar o trajeto.

Megginson disse que não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças; e se adaptar-se às mudanças é ter resiliência, Megginson estava completamente certo.

Em 2018, eu tive a oportunidade de conhecê-la na prática.

Logo no primeiro mês, uma enchente invadiu a minha casa, me deixando arrasado e com uma enorme conta para pagar. Eu já havia passado por isso em 2008, mas quando ainda morava com meus pais. Esse ano, eu era o pai de família.

Em março, descobri que precisaria fazer um tratamento de saúde – odontológico. Eu tenho síndrome do pânico, e isso não é uma tarefa tão fácil como para a grande maioria das pessoas – além de ganhar outro prejú que pago até hoje.

Para fechar a conta, em agosto, descubro que meu cão – que é meu melhor amigo e para mim é como um filho, está com problemas e precisa de cirurgia urgente. O resultado: ficou paraplégico e eu quase precisei entregar o meu carro para pagar o tratamento.

Foram muitas noites sem sono, em meio ao choro e aos planejamentos para sair de cada buraco. Mas, felizmente, todos esses problemas ficaram para trás e eu estou tendo a oportunidade de continuar o trajeto.

Hoje, ao me olhar no espelho, eu viro e me reviro nas lembranças e refaço, a mesma pergunta todos os dias. Até onde vai essa minha capacidade, e até quando eu serei capaz de aprendê-la?

Antes de cair no próximo buraco, eu resolvi escrever esse artigo, para mostrar às pessoas que os altos e baixos da nossa vida são extremamente importantes para o nosso desenvolvimento, e a resiliência, talvez seja o segredo para continuarmos sempre.

E você, tem aperfeiçoado sua capacidade de ser resiliente através dos obstáculos na sua vida?

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Até a próxima, pessoal! 🙂

Guilherme Bogo Vinci

Mercadólogo e publicitário dedicado. Professor e palestrante apaixonado. Escritor motivado. Investidor curioso. Ciclista todo dia. Empreendendo e aprendendo. Ensinando e ajudando quem deseja empreender. Essa é a minha vida.

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